No momento em que Será Que Seremos Cidadãos?

19 Feb 2018 10:42
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Tem sarau para dedéu por este findi. Residência Amarela, Artefatos Poéticos, Sarau na Galeria. Sarau da Maria e o que vai rolar de melhor pela semana que ‘inicia’. Nordeste Psicodélico e Desconcertos de Poesia. is?Q1f0zUdaGzs1c_tpx15diujYXIS0sUKcZV9LBnIuq1M&height=214 Daniel Marques gritando: "eu irei ser feliz à beça! Sábado passado fez um frio danado em São Paulo, contudo tava quente o clima no Sarau da Maria. Fervia de arte, de música e poesia.De gente contente. Teve Vasqs, Auá, Claire, Silvia Maria e Tarica. Teve homenagens ao grande Luiz Melodia, teve Zé Modesto e Chero da Poesia, teve Deise & João Emilio, Vladinski & Cordeirovich. Teve o som muito bom da Anna Bueno e teve o poeta Carnevalli declamando e simulando slam, como no MAP. Teve muita emoção dedicada à memória do Daniel Marques.8 Identidade em outros paísesSuperior serenidade no felinoOferecer alimentação adequada ao gerbo e utilizar bebedouros próprios para ele26/09/2011 às 10:Cinquenta e quatroTeve o lançamento dos livros do Oswhaldo Rosa e a voz arrepiante da grande Susie Mathias (teve abraços, risos e lágrimas minhas e deles dois). Teve uma roda de viola que eu nem ao menos lembro se acabou. Não entendo direito como aparececeu começou. Só sei que foi desse modo. Teve um sarau que ainda tá rolando em nós.Em mim. Sem fim. Neste local você acompanha como foi a festividade através das fotos pb de Moacir Barbosa. E Aqui, pelas lentes coloridas de Roberto Candido. Espalhei outras imagens deles pelo post e aproveito pra agradecer a amizade, o talento e a colaboração desses dois grandes fotógrafos e amigos. Edvaldo Santana: poeta, músico e compositor, lançou há pouco tempo o álbum "Só Vou Chegar Mais Tarde".Deise Capelozza é militante política, organizadora do Sarau da Maria e cantora. Há 4 anos, no reencontro dos amigos da Vila Maria pra a estreia do Projeto "As Marés", de Paulo Barroso, Deise interpretou 3 canções, passando, desde assim, a frequentar os saraus da cidade. Acompanhada pelo violonista João Emilio, expõe canções dos artistas da Vila Maria: Arnaldo Afonso, José Carlos Guerreiro, Jhose Cordeirovich, João Marques, Luis Afonso, Luis Ge e Rogerio Duran.João Emilio é videomaker e músico. Filho de pai violonista, aos sete anos de idade iniciou seus estudos pela Academia Brasileira de Música, cursando violão clássico. Na década de oitenta estudou na Universidade Paulista de Música onde fez o curso de bacharel em Composição e Regência. O Sarau da Moradia Amarela, um dos melhores da cidade, é apresentado pelo poeta Akira Yamasaki, com o auxílio luxuoso de Luka Magalhães e Escobar Franelas.Estarei lá para curtir poesia, bacana música e abraçar velhos amigos. O show mistura a sonoridade da música psicodélica com a da música popular de raiz nordestina, acrescentando guitarras lisérgicas, instrumentos indianos, percussões africanas, violas dos cantadores do sertão, pífanos e batuques do sincretismo religioso. Para interpretar as canções pesquisadas por Ortinho e Junio Barreto (que bem como assina a direção musical) um time da pesada: China, Isaar e Zé da Flauta, e também Ortinho e Junio. Os vocalistas se alternam e se absorvem acompanhados pela banda montada por Martin Martan (guitarra), Eder Rocha (bateria), Chicão (teclado), Marcelo Monteiro (flautas e sax), Estevan Sinkovitz (guitarra), Rafael Ferrari (miúdo) e Mestre Nico (percussão).Na Moradia Natura Musical, à rodovia Artur de Azevedo, 2134, em Pinheiros. Na semana passada escrevi Neste local a respeito da gravidade de uma Flip negra e feminina. Abrir espaço pra grandes autores, negros ou mulheres, não é favor nenhum. Devemos quebrar os critérios viciadas do clubinho branco e machista, sim. O preconceito existe e tem que ser combatido.Postei o vídeo da história de Diva Guimarães, uma professora negra que pegou o microfone e foi a voz do povo brasileiro oprimido em Paraty. Li (todavia finalizei nem postando) sobre o depoimento de escritoras negras que se sentiram estranhas ao visualizar edições anteriores da Flip. Era uma feira literária branca em uma cidade elitista e excludente. Os poucos pretos se sentiam espiados pelas ruas, observados com desapreço.O que estes pretos estão fazendo aqui? Repleta de negros, nas mesas e nas ruas, Paraty foi mais Brasil pela semana retrasada. No mínimo, o Brasil que nós, defensores de direitos e oportunidades parelhos para todos, queremos que possa ser. Postei bem como a entrevista do rapper Criolo a Lázaro Ramos, soltando frases supostamente sem sentido, porém que nos tocam pela dor que carregam e que não suportamos sentir. Nem ao menos podemos que ninguém sinta. Ninguém. Poderia ter discutido sobre os postagens absurdos que li, desmerecendo a verba solicitada pelas escolas de samba do Rio, num momento de crítico crise financeira. Instabilidade provocada pelos políticos e poderosos, não pelo público, que continua trabalhando, tocando em frente e gerando riquezas (que o Estado não lhe retorna). O carnaval carioca começou marginal, com os sambistas perseguidos pela polícia.É um evento que os pretos excluídos e abandonados nas periferias de uma cidade maravilhosa transformaram na maior festividade popular do planeta. Sabem o porquê da gente ler tantas matérias descrevendo que eles não merecem investimentos? Em razão de é desse modo que tem êxito a lista de prioridades do poder. O dinheiro do contribuinte, primeiro, tem que alimentar a roda da fortuna deles, políticos e empresários que estão no poder desde Cabral (o Pedro Álvares, não o Sergio). No momento em que a pilhagem aos cofres públicos passa da conta e os obriga a ‘economizar’, eles eliminam um tanto tuas mordomias mais percebíveis e fecham as torneiras por onde pingavam alguns trocados pra políticas públicas.

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